Etiquetagem em Edificios

Etiquetagem em edifícios destaca uso racional de energia
Palestra: Etiquetagem em edifícios – conhecendo os conceitos.

Palestrante: Solange Nogueira Puente, engenheira civil, Gerente da Divisão Eficiência Energética em Edificações.

 

                1. Estatísticas: O balanço 2008 apontou que 44,7% do consumo nacional de energia são provenientes de edificações: 22% setor residencial; 15% comercial; 7,6% prédios públicos. Dados alarmaram para desenvolvimento do selo Procel Edifica.

                2. Vertentes de atuação: i) capacitação nas universidades; ii) tecnologia; iii) marketing de apoio; iv) atuação junto à Caixa Econômica Federal com habitações de interesse social; v) disseminação do programa mediante veiculação de livros; vi) e vertente regulatória, a ser abordada na palestra. Quatro cadernos informativos disponíveis no endereço eletrônico www.eletrobras.com/procel

                3. Trabalho iniciado em 2001, com a Lei 10.295/01, regulamentada pelo Decreto Lei 4.059/01. Em virtude da crise energética.

                4. Siglas: RTQ especifica os requisitos técnicos para obtenção do selo de qualidade, sendo RTQ-R (residencial) e RTQ-C (comercial). RAC sigla identificadora dos autorizados a promover o processo de etiquetagem.
                5. Etiqueta e processo de avaliação: selo com aval do Inmetro; primeiras etiquetas de 02/07/09; cinco prédios com projeto etiquetado no país; existe etiquetagem para prédios novos e já existentes (apesar de em prédios existentes ainda haver imensa dificuldade de implementação da etiquetagem, pois nos produtos elétricos antigos inexistem informações acerca de suas características; seria necessário buscar a nota fiscal de cada produto.
 
Por não haver antes uma cultura à eficiência energética, a etiquetagem em prédios antigos fica extremamente inviabilizada); níveis de eficiência classificados de “A” a “E”, sendo avaliados três quesitos essencialmente (iluminação, envoltória e circulação); compara-se um edifício real a um modelo        de referência, realizando o cálculo de uma equação determinada; são cinco equações separadas de acordo com zonas climáticas (regiões do país); bonificações são avaliação extras, além dos três quesitos básicos; comprovando a economia energética mediante a adoção de técnica não previstas na avaliação, o candidato pode ganhar até um ponto a mais na classificação final do selo; 1ª etapa (avaliação do projeto), após concede-se prazo de três anos para construção do prédio, 2ª etapa (inspeção para averiguar se a construção obedece fielmente o projeto anteriormente selado e classificado); a Escola Nacional de Ciências Estatísticas, ENCE, solicita toda a documentação necessária para permitir a análise do projeto; documentação projeto > classificação projeto > obra > inspeção > se a construção não estiver em conformidade com o projetado, duas situações: não afetando a eficiência energética apenas adequa-se as modificações implementadas, afetando a eficiência, o processo volta ao início, com nova avaliação do projeto; LabEEE e CEPEL são por enquanto os únicos laboratórios autorizados pelo Inmetro para operar o processo de etiquetagem; laboratórios oferecem de treinamento de consultores (com 8 horas presenciais), ser profissional de arquitetura, engenharia civil, mecânica ou elétrica, com registro no conselho de classe são pré-requisitos para ser consultor; há também oferta de treinamento direto na empresa; integração de profissionais na elaboração do projeto é o que valoriza o Procel; prédios já com selos eficiência energética (CEF de Belém-PA, classificação “A”; CEF Curitiba, classificação “A”, primeiro prédio a passar por inspeção no país); Fantep (projeto “A”); sede do Confea em Brasília (processo de avaliação, zona climática 4).

                 6. Interação: “É necessária uma interação. É um trabalho para a sociedade, de desafio aos

projetistas para a realização de prédios mais eficientes energeticamente”; Indústria, fabricantes, CBPS, sociedade. “É uma mudança de cultura, por isso iniciar a eficiência energética já nas universidades. E a importância deste investimento tem que ser passada ao usuário do meio”.7. Credenciamento: o Inmetro credencia a inserção de laboratórios avaliadores.
                8. Métodos: utilização do método prescritivo e método de simulação (este ainda pouco utilizado, por envolver softwares mais complexos e caros, há uma parceria com a universidade do Paraná para o desenvolvimento de um programa adequado para este método de avaliação).
 
Presidente do Sintec MG , Nilson Rocha, entrega a placa a Solange.                9. Maiores informações em: www.eletrobrás.com/procel e procel.edifica@eletrobras.com
 
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